TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

(branco – ofício da festa)

No monte Tabor, Jesus se manifesta aos discípulos em todo o esplendor de sua vida divina, antecipando a glória de sua ressurreição. Ele é o Filho querido e amado de Deus, de quem recebeu poder, glória e realeza. Nesta festa somos convidados não somente a contemplar a face luminosa do Mestre, mas principalmente ouvir sua voz e seguir seus passos. Na primeira semana deste mês vocacional, comemoramos a vocação para o ministério ordenado: diáconos, padres e bispos. Celebremos em gratidão pelo nosso pároco e por todos os padres, neste seu dia.

Primeira Leitura: Daniel 7,9-10.13-14

Leitura da profecia de Daniel – 9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 96(97)

Deus é rei, é o Altíssimo, / muito acima do universo.

  1. Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! / Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.
  2. As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; / e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.
  3. Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, † muito acima do universo que criastes, / e de muito superais todos os deuses. – R.
Segunda Leitura: 2 Pedro 1,16-19

Leitura da segunda carta de são Pedro – Caríssimos, 16não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas, sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu benquerer”. 18Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo. 19E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 17,1-9

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do homem tenha ressuscitado dos mortos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A caminho de Jerusalém, Jesus havia falado abertamente de sua morte próxima. Seus discípulos ficaram desconcertados, seja pelo trágico fim do Mestre, seja porque foram convidados a arriscar a própria vida por ele. Ora, o fato da transfiguração garante ao discípulo que Jesus Cristo é o Filho de Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem encontro o meu agrado”. Ele veio para cumprir a Lei e os Profetas (todo o Antigo Testamento, representado por Moisés e Elias). Trata-se, portanto, da solene manifestação de Jesus, que passará pela crueza do sofrimento e da morte para chegar à ressurreição. A determinação do Pai é que os discípulos, aqui representados por Pedro, Tiago e João, ouçam o Filho. Ouvir é entender a mensagem de Jesus pondo-a em prática e carregando a própria cruz (Mt 16,24-26).

(Dia a dia com o Evangelho 2017 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

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