Um forte tremor de terra, seguido por várias réplicas, sacudiu o centro da Itália e foi sentido com intensidade em Roma. Os fiéis reunidos na sala Paulo VI, no Vaticano, para participar da Audiência Geral presidida pelo Papa Francisco, foram surpreendidos por este fenômeno, embora em nenhum momento se registrou cenas de pânico.

Na capital da Itália, fecharam várias estações de metrô e evacuaram colégios, museus e monumentos como medida de precaução.

Os sismos tiveram seu epicentro no centro do país. O primeiro tremor se produziu às 10h25 (horário de Roma), o segundo às 11h14 e o terceiro às 11h25. Os três tiveram uma intensidade maior do que 5 graus. Na tarde de Roma, houve um quarto sismo às 14h33.

Segundo explicou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia em um comunicado, o sismo se produziu em uma região ao sul da área onde se iniciou a sequência de temores no dia 24 de agosto de 2016, no centro da península itálica e que provocou a morte de 300 pessoas.

De fato, embora na atual ocasião não se tenha registrado vítimas mortais nem grandes perdas materiais, os destroços em edifícios e monumentos afetou principalmente localidades que já tinham sofrido as consequências dos tremores de 24 de agosto e de 26 e 30 de outubro de 2016.

Nesse sentido, na localidade de Amatrice, especialmente castigada no terremoto de agosto, foram registrados inúmeros desmoronamento em moradias. Unidades de emergência dos bombeiros e da defesa civil tiveram que intervir também nos núcleos urbanos de Montereale, Capitignano, Amatrice, Campotosto, Barete e Pizzoli.

Em todos estes lugares, os trabalhos para tirar os escombros e de verificação de estruturas danificadas está enfrentando dificuldades pelos estragos causados pelo temporal de neve que vem assolando a Itália nos últimos dias.

Nas regiões afetadas pelo tremor já existia uma emergência prévia pelo frio e pela neve; e algumas localidades sofriam cortes de luz há alguns dias.

Por isso, mais do que causar danos por si mesmos, os tremores agravaram a situação de emergência ocasionada pelas más condições meteorológicas.

O prefeito de Amatrice, Segio Pirozzi, assinalou em declarações à agência de notícias ANSA que “a emergência não é pelo tremor ou por danos na ‘área vermelha’ (que abarca todo o centro histórico de Amatrice, totalmente destruído pelo terremoto de 24 de agosto e atualmente desabitada), mas pela neve. Não há máquinas de tirar a neve suficientes. Temos áreas isoladas com dois metros de neve”.

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