Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser Seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o “número dois”, depois somente de Pedro. Na lista dos Apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum (Mc 1,21), era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores, no mar da Galiléia (Mt 6,18; Mc 1,16).

Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta O indicou e disse a célebre frase: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. André então começou a segui-lO.

A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: “Encontramos o Messias” (Jo 1, 41). Assim, se tornou também o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães, depois da resposta de Felipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes (Jo 6,8-9).

Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Felipe, como um de grande autoridade. Pois, é a ele que Felipe se dirige quando certos gregos pediram para ver o Senhor, e ambos cotaram a Jesus (Jo 12,20-22).

André participou da vida publica de Jesus, estava presente na Última Ceia, viu o Cristo Ressussitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo, a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão.

Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi alí também que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local.

André ousou não obedecer à autoridade do governador, ao contrário, o desafiou a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou o condenou à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que se temesse o martírio não estaria “pregando a grandeza da Cruz, onde morreu Jesus”.

Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de “X”, antes, porém se despojou de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa.

O imperador Constantino trasladou em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de Santo André, Apóstolo. Elas foram para Roma, onde permanece até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.

 

 

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