VIGÍLIA PASCAL

(branco – ofício próprio)

Em comunhão com todas as comunidades cristãs e com todo o universo, celebramos a Páscoa de Jesus: sua passagem da morte para a vida. A ressurreição do Senhor é a boa notícia que nos contagia nesta noite de exultação. Fazendo memória das maravilhas de Deus na história, renovamos e fortalecemos nossa fé. Vivamos em profunda alegria todos os momentos desta Vigília Pascal: a celebração da luz, a liturgia da Palavra, a liturgia batismal e a liturgia eucarística.

Primeira Leitura: Êxodo 14,15-15,1

 

Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 15o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do faraó e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do faraó, dos seus carros e cavaleiros”. 19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, 20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros. 21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram.

22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do faraó que tinha entrado no mar em perseguição a Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 15,1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico:

Salmo Responsorial: Ex 15

 

Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

  1. Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: / precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro! / O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, / pois foi ele neste dia para mim libertação! – R.
  2. Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai, e o honrarei. / O Senhor é um Deus guerreiro; o seu nome é Onipotente. / Os soldados e os carros do faraó jogou no mar, / seus melhores capitães afogou no mar Vermelho. – R.
  3. Afundaram como pedras e as ondas os cobriram. † Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! / Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos! – R.
  4. Vosso povo levareis e o plantareis em vosso monte, / no lugar que preparastes para a vossa habitação, / no santuário construído pelas vossas próprias mãos. / O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos! – R.
Evangelho: Mateus 28,1-10

 

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram e ficaram como mortos. 5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. 8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria para dar a notícia aos discípulos. 9De repente, Jesus foi ao encontro delas e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. – Palavra da salvação.

Pode haver breve homilia. A seguir, inicia-se a liturgia do batismo.

Reflexão:

 

A vida triunfa sobre a morte. Não são os adversários do Messias e do seu Reino que têm a última palavra. O gesto definitivo e soberano cabe ao Deus da vida que ressuscita seu Filho amado. A cena nos é apresentada como grande teofania, isto é, solene manifestação de Deus. Os soldados, encarregados de vigiar o sepulcro, são assaltados pelo medo e ficam “como mortos”, diante da realidade. Nada mais. As mulheres são as destinatárias da mensagem do anjo de Deus. Não precisam se assustar, basta crer nas palavras que Jesus dizia antes de sua paixão e morte. Crer e imediatamente divulgar a Boa Notícia. No caminho, as mulheres vivem a deslumbrante experiência do encontro com o Ressuscitado. São as duas primeiras portadoras da mensagem pascal. São as duas primeiras testemunhas dignas de confiança.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorSão Martinho I
Próximo artigoSanto Aniceto

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA