Sicília. Piazza Armerina espera o Papa

Muita emoção e entusiasmo para a pequena localidade siciliana que receberá o Pontífice neste sábado (15/09). O bispo, D. Rosario Gisana declara: “Somos uma diocese de periferia”.

Cidade do Vaticano

Pela primeira vez um Papa visitará a localidade de Piazza Armerina, na Sicilia central. Uma região com mais de 200 mil pessoas, ex-centro industrial com um pólo petroquímico que foi fechado em 2014, com projetos para uma futura transformação em biorefinaria, por enquanto são inevitáveis os problemas de crise econômica e desemprego em toda a região.

A espera

Há meses os fiéis se preparam para a visita do Papa Francisco, com encontros de oração e vigílias, a última das quais será realizada na sexta-feira à noite (14/09), um encontro que será tanto uma ocasião de festa quanto um momento de reflexão sobre as palavras da exortação apostólica Gaudete et exsultate.

O encontro com os fiéis

Papa Francisco chegará no sábado (15/09) pela manhã de helicóptero no campo esportivo de Piazza Armerina, e será recebido pelo bispo D. Rosário Gisana e as autoridades civis. Em seguida encontrará os fiéis na Praça Europa, no final do encontro, que será de aproximadamente uma hora, o Pontífice irá a Palermo, segunda etapa da sua viagem siciliana.

Uma viagem que é um evento

“Esta visita é inesperada”, explica D. Gisana, “tem um significado simbólico de grande importância, e mais uma vez, confirma o que o Santo Padre quis fazer do seu testemunho no atual Pontificado, ou seja, a atenção aos pobres e às periferias. O centro da Sicília, apesar de estar no centro geograficamente, é uma periferia, porque passa por um particular momento de opressão. É uma região rica de recursos, mas que apresenta uma situação difícil para novos empreendimentos, as pessoas tem dificuldade de recomeçar, é preciso superar os graves problemas econômicos. Acredito que este seja o motivo pelo qual o Santo Padre sinta o desejo de fazer esta visita que certamente é expressão da sua paternidade”.

“O nosso povo está emocionado e cheio de entusiasmo, uma gratidão que pode-se dizer fora dos limites: é uma emoção muito grande”, conta animado o bispo de Piazza Armerina. “As pessoas se preparam com orações, invocando e agradecendo ao Senhor, principalmente pedindo a Deus bênçãos para o Santo Padre”.

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