Um relicário com as “lágrimas de Nossa Senhora – derramadas por uma imagem Mariana em Siracusa (Itália) –, será levado hoje, 5 de maio, à Basílica São Pedro para acompanhar o Papa Francisco durante a Vigília de oração para “enxugar as lágrimas” de todas as pessoas que sofrem e necessitam consolo.

O evento se realizará às 18h por ocasião do Ano Santo 2016. O relicário será transladado diretamente do Santuário de “Nossa Senhora das Lágrimas” de Siracusa e permanecerá em Roma até o dia 8 de maio.

Desta maneira “todos aqueles que estão experimentando em seu interior o sofrimento poderão deste modo receber o consolo espiritual”, expressaram os organizadores na página do Jubileu da Misericórdia.

Indicaram que o evento jubilar “quer ser sinal visível da misericordiosa mão do Pai”. “São tantos e tão variados os pequenos e grandes sofrimentos que cada pessoa carrega em seu interior, mas todos levam em comum a desilusão de viver e, normalmente, a falta de esperança e de confiança”, assinalaram.

Ao terminar a Vigília de oração, o relicário será transladado à igreja de São Salvatore in Lauro, onde permanecerá até o domingo, 8 de maio.

As lágrimas de Nossa Senhora

Nos dias 29, 30 e 31 de agosto e 1º de setembro de 1953, uma imagem de gesso do Imaculado Coração de Maria derramou lágrimas humanas. A imagem estava sobre a cabeceira da cama dos esposos recém-casados em Siracusa.

Muitas pessoas viram com seus próprios olhos e tocaram com suas mãos as lágrimas que saíam da imagem que estava na casa dos recém-casados.

Em 1º de setembro, uma comissão de médicos e peritos a pedido do Arcebispo de Siracusa recolheram este líquido e o submeteram a análises microscópicas. A resposta da ciência foi que se tratava de “lágrimas humanas”. No final da investigação, a imagem parou de chorar. O Papa Pio XII reconheceu o prodígio.

Para os organizadores do evento jubilar, as lágrimas de Nossa Senhora expressam dor, compaixão, proximidade e amor. Recordaram que o Papa Francisco continuamente exorta a “chorar sobre as feridas e debilidades de nossa humanidade”.

Nesse sentido, as lágrimas de Maria testemunham a presença da Mãe na Igreja e no mundo.

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