Nesta segunda-feira, 4 de abril, celebra-se o Dia Internacional para a Conscientização sobre as Minas Terrestres.

No Regina Coeli do último domingo, o Papa Francisco recordou que as minas ainda continuam matando e mutilando demasiadas pessoas. De fato, segundo dados das Nações Unidas, as minas matam cerca de 10 pessoas por dia e deixam um número muito maior de feridos. Das vítimas, 40% são crianças.

Em sua alocução, o Pontífice citou também os homens e mulheres “corajosos que arriscam a vida” para recuperar os terrenos minados”. De acordo com a ONU, em 2015, foram desativadas minas numa extensão de 64 km². “Renovemos o compromisso por um mundo sem minas”, foi o apelo final de Francisco.

Já em sua mensagem para a ocasião, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, lamenta que conflitos em muitos países estão criando um novo legado de minas terrestres e explosivos improvisados.

Segundo Ban, desativar minas e investir em ações do tipo é investir na humanidade. O secretário-geral lembra que essas medidas criam sociedades pacíficas e ajudam refugiados e deslocados internos a retornar com segurança para suas casas.

Sudão do Sul

A ONU tem várias ações em ambientes de alto risco. No Sudão do Sul, mais de 14 milhões de metros quadrados de territórios ficaram livres das minas terrestres.

Assim, 3 mil km de rodovias do país tornaram-se seguras e foram destruídos 30 mil minas e explosivos remanescentes de guerras. Com isso, foi possível entregar comida e água para os civis que fogem de conflitos.

Mundo Livre

O secretário-geral cita também a Síria como exemplo: desde agosto de 2015, foram destruídos 14 toneladas de explosivos. Mais de 5,4 mil pessoas receberam tratamento para reabilitação física.

Mas os sírios continuam tendo de enfrentar, todos os dias, a ameaça fatal das minas terrestres. Ban Ki-moon pede apoio urgente neste sentido. Ele menciona a Conferência Humanitária Mundial, que ocorre em maio na Turquia.

O chefe da ONU lembra que em dezembro, a Assembleia Geral aprovou uma resolução sobre a necessidade da ação contra as minas continuar no topo da agenda internacional, especialmente durante crises humanitárias.

Por Rádio Vaticano

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