Nazir Masih, um cristão de 50 anos portador de deficiência e pai de quatro filhos, foi assassinado por três muçulmanos que desfiguraram seu rosto e o degolaram.

A agência vaticana Fides assinala que a denúncia dos fatos, ocorridos em 5 de abril, foi apresentada por um dos filhos de Nazir, Iqbal. Até o momento, os assassinos não foram presos.

Nazir Masih era um pequeno empresário no campo imobiliário e por motivos de trabalho, tinha contatos com três muçulmanos, Mohammad Haider, Mohammad Nazar e Mohammad Achy Gujjar.

No dia 5 de abril, os três se encontraram na casa de Nazir Masih e com seu sócio, Meher Din. Durante o encontro, o cristão exigiu que os três muçulmanos pagassem uma dívida de 250 mil rupias (3800 dólares).

Na tarde do mesmo dia, Nazir foi morto: segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos seriam os três muçulmanos.

O homem foi degolado, seu rosto desfigurado com armas de corte e mutilado. Segundo a ocorrência, os três teriam revelado a outras pessoas: “Acabamos com um infiel”.

Os parentes da vítima se dirigiram à ONG “Lead” (Legal Evangelical Association Development), que oferece assistência legal gratuita às famílias dos cristãos que sofrem injustiças.

A perseguição contra os cristãos no Paquistão

No Paquistão, o ódio aos cristãos, que são uma minoria religiosa, parece não ter limites.

Na primeira semana deste ano, um grupo de muçulmanos sequestrou uma jovem cristã, outro queimou uma pilha de Bíblias e livros litúrgicos em umaigreja; e na região de Punjab, queimaram uma igreja protestante.

Em outubro do ano passado, uma cristã de 28 anos foi queimada viva por rechaçar se casar com um muçulmano. A mulher não morreu, mas ficou com 80 por cento do corpo afetado.

Em abril de 2015, um grupo de extremistas islâmicos queimou um adolescente por declarar: “Sou cristão”. O jovem morreu logo depois de perdoar os seus homicidas.

Poucos dias antes, em março, dois terroristas suicidas atentaram contra dois templos cristãos no bairro de Youhanabad, em Lahore, causando cerca de 14 mortes e 80 feridos.

Naquela ocasião, o Papa Francisco recordou que o ataque havia sido dirigido às “igrejas cristãs. Os cristãos são perseguidos. Nossos irmãos derramam sangue somente porque são cristãos”.

No domingo de Ressurreição, mais de 70 pessoas morreram e outras 400 ficaram feridas logo depois de um atentado suicida em um parque onde uma grande quantidade de cristãos celebravam a Páscoa.

Como estes, muitos outros incidentes ocorrem no Paquistão, onde os cristãos são constantemente perseguidos e assassinados por extremistas muçulmanos.

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