Igreja/Saúde: Francisco defende maior atenção a “pobres e marginalizados”

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O Papa discursou hoje em Roma perante num congresso promovido pela Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC) para pedir maior atenção no acesso aos cuidados de saúde para as vítimas da “cultura do descarte”.

“Que não haja descartados da vida humana nem da plenitude da vida humana”, pediu Francisco, perante especialistas de 140 países reunidos pela SEC, organização presidida pelo médico português Fausto Pinto.

A intervenção deixou elogios ao trabalho de investigação e de tratamento médico, deixando votos de que todos possam ter “alívio da dor, maior qualidade de vida e acrescido sentido de esperança”.

“Se olharmos para o homem na sua totalidade – permitam-me que insista neste tema – podemos ter um olhar de particular intensidade para os mais pobres, os mais desfavorecidos e marginalizados”, realçou.

Francisco quis recordar que todas estas pessoas precisam de cuidados das “estruturas de saúde públicas e privadas”.

O Papa sublinhou a simbologia do coração antes de falar da “grande responsabilidade” dos cardiologistas e dos médicos em geral.

“Também eu já estive nas mãos de alguns de vós”, recordou.

Francisco alertou para a “tentação de sufocar a verdade” perante “o grande mistério da existência humana”, que não pode ser explicado apenas “pelas ciências naturais e físicas”.

“A abertura à graça de Deus, feita através da fé, não fere a mente, pelo contrário, leva-a a um conhecimento da verdade mais amplo e útil para a humanidade”, sustentou.

Fausto Pinto, presidente da SEC, dirigiu uma saudação ao Papa, na qual recordou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, frisando o propósito comum, com o Vaticano, de “ajudar as pessoas em necessidade”, “aliviando o sofrimento e promovendo estilos de vida saudáveis”.

O responsável apelou à aposta na prevenção para enfrentar uma “crise de saúde pública”, esperando que a visita do Papa ajude a despertar consciências

“Obrigado pelo seu apoio a esta luta sem fronteiras”, concluiu.

OC

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