Segundo autoridades do governo turco, mais de vinte pessoas morreram.

Pelo menos 28 pessoas morreram e 60 ficaram feridas, nesta terça-feira, em um atentado com três suicidas cometido em um terminal do aeroporto internacional Ataturk, de Istambul, o mais importante da Turquia – anunciou o governador Vasip Sahin. “Três suicidas realizaram o ataque, 28 pessoas morreram, e 60 ficaram feridas”, disse Vasip Sahin à imprensa. Todos os voos foram suspensos.

“Um terrorista começou a atirar com uma Kalashnikov e, então, se detonou”, relatou o ministro turco da Justiça, Bekir Bozdag, em pronunciamento no Parlamento, em Ancara.

Uma grande onda de pânico varreu o terminal de voos internacionais, quando duas violentas explosões seguidas de tiroteio foram ouvidas, por volta das 22h (16h, horário de Brasília).”Foi muito forte. Todo mundo entrou em pânico e começou a correr em todas as direções”, disse um dos entrevistados à emissora.

Fotos divulgadas nas redes sociais mostram danos materiais significativos dentro do terminal e passageiros deitados no chão.O aeroporto internacional de Ataturk é o 11º do mundo em fluxo de pessoas, registrando cerca de 60 milhões de passageiros no ano passado.

Rebeldes curdos ou extremistas

Em 2015, a Turquia foi atingida por uma série de atentados letais, atribuídos a rebeldes curdos e ao grupo Estado Islâmico (EI). Em entrevista à CNN-Türk, o especialista em Segurança e Terrorismo Abdullah Agar privilegiou a tese de atentado “jihadista”.

“Isso parece muito com os métodos deles”, afirmou, referindo-se aos ataques contra o aeroporto e metrô de Bruxelas em março deste ano.

O outro aeroporto de Istambul, o Sabiha Gokcen, foi atingido em dezembro passado por um atentado. Um funcionário morreu.

Istambul e a capital, Ancara, as duas maiores cidades do país, sofrem desde o ano passado com uma sequência de atentados que já deixaram quase 200 mortos e um grande número de feridos.

Esses ataques foram atribuídos ao EI – que não reivindicou nenhum deles -, ou aos rebeldes curdos, sobretudo, do TAK, um braço do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

O PKK retomou as armas há um ano contra o governo, após um cessar-fogo de dois anos.

AFP

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