O Papa afirmou hoje que o cuidado com o Ambiente deve ser visto pelos cristãos como uma “nova obra de misericórdia”, que se une as 14 tradicionais, para defender a “vida humana na sua totalidade”.

“Tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia [corporais e espirituais], acrescentando a cada um o cuidado da casa comum”, escreve, numa mensagem divulgada hoje no Vaticano.

O texto assinala a celebração ecuménica do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, uma iniciativa lançada pelo Papa em 2015, na Igreja Católica, associando-se a outras Igrejas e Comunidades cristãs.

Francisco precisa que, como obra de misericórdia espiritual, o cuidado da casa comum requer “a grata contemplação do mundo”.

Como obra de misericórdia corporal, o cuidado da casa comum requer os “simples gestos quotidianos” que permitem quebrar “a lógica da violência, da exploração, do egoísmo”.

O Papa recorda ainda a celebração do Jubileu da Misericórdia, o ano santo extraordinário que decorre até 20 de novembro, propondo que os católicos saibam reconhecer “os pecados contra a criação” que cometeram, para que seja possível “dar passos concretos no caminho da conversão ecológica”.

“Arrependamo-nos do mal que estamos a fazer à nossa casa comum”, apela.

A mensagem de Francisco sublinha a necessidade de um “sério exame de consciência” neste campo ecológico.

“Habitados por tal arrependimento, podemos confessar os nossos pecados contra o Criador, contra a criação, contra os nossos irmãos e irmãs”, realça.

O pontífice argentino espera que este processo leve a um “propósito firme de mudar de vida”, que se traduza “em atitudes e comportamento concretos mais respeitadores da criação”.

A mensagem conclui-se com uma oração ao “Deus dos pobres”, rezando pelos “abandonados e esquecidos desta terra”.

Francisco vai presidir hoje no Vaticano a uma celebração de oração para assinalar este dia pelo cuidado da criação, a partir das 17h00 locais (menos uma em Lisboa).

OC

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