Neste sábado, dia de Luto Nacional, a Itália começou a sepultar seus mortos, que já chegam a 291, a maior parte deles em Amatrice, sempre mais isolada pelos danos nas vias e na ponte de acesso. São 2.100 os desabrigados. Durante a tarde foram retirados três corpos dos escombros do Hotel Roma.

O Presidente da República Sergio Mattarella visitou algumas das áreas atingidas, para então dirigir-se a Ascoli para os funerais de Estado das vítimas na região das Marcas, aos quais tomou parte também o Premier Matteo Renzi. Na terça-feira, 30, por sua vez, será realizado um rito fúnebre em Amatrice.

Funerais em Ascoli

Uma profunda comoção tomou conta de Ascoli, onde foram realizados os funerais de 35 das vítimas do terremoto na região das Marcas, e que chegaram a 50 enquanto se celebrava a Missa.

Nas Exéquias celebradas de forma solene no ginásio da cidade, presididas pelo Bispo local, Dom Giovanni D’Ercole, tomaram parte numerosas autoridades civis e religiosas e uma multidão de amigos e parentes das vítimas.

A missa foi concelebrada por Dom Domenico Pompili, Bispo de Rieti, a área mais devastada pelo sisma da madrugada de quarta-feira. O Cardeal Parolin, em visita a Pordenone, norte da Itália, afirmou que o Papa Francisco continua a rezar incessantemente pelas vítimas do tremor.

Os Patriarcas da Rússia, Kirill, e de Constantinopla, Bartolomeu I, uniram-se em oração ao difícil momento vivido pelos italianos, expressando ao Primeiro Ministro Renzi suas condolências e invocando a todos “fortaleza de ânimo e coragem”.

Tremores

E a terra não para de tremer na região central do país. Foram 1.332 os abalos secundários e réplicas que se seguiram ao grande tremor da madrugada de quarta-feira, 92 somente nas últimas horas, entre os quais um de magnitude 4.0 na Escala Richter, às 4h50min.

Trata-se quase que do golpe final para algumas construções já devastadas, mas sobretudo para ponte em Tre Occhi, na importante via de acesso a Amatrice, que corre o risco de desabar.

O balanço parcial dos mortos, até o momento, é de 291. Em Accumoli e em Amatrice ainda existem pessoas desaparecidas. 388 são os feridos e 238 as pessoas resgatadas com vida.

Na corrida contra o tempo as escavações continuam, na esperança de encontrar alguém com vida, mas também para recuperar corpos sob os escombros.

O terreno em Accumoli, segundo as primeiras revelações dos satélites, teria abaixado 20 cm. O sisma teria provocado uma deformação em forma de “colher”, uma depressão do solo em consonância com a falha de pouca profundidade existente entre Norcia e Amatrice. A Torre Civica e a Igreja de Santo Agostinho – ambas construções históricas duramente danificadas – correm o risco de desabar.

(je/agências)

(from Vatican Radio)

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