O cardeal guineense Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, apresentou ao papa Francisco uma proposta para proibir fotografias do altar durante missas católicas e criticou padres que realizam homilias mais interativas.

Segundo o religioso, o “Santíssimo foi inexplicavelmente rebaixado” e a “deformação” da liturgia está “no limite do suportável”. “Encontrei o Papa no sábado [2] e lhe disse: se quisermos reencontrar a verdadeira liturgia, o senhor tem o poder de tirar os fotógrafos do altar. Transformamos a liturgia em espetáculo”, afirmou.

As declarações foram dadas em Roma, durante o lançamento de um livro chamado “Com o sacramento não se brinca”, do teólogo Nicola Bux. Sarah também apontou o dedo contra “padres que se movem no altar como apresentadores televisivos”.

A mesma linha foi seguida pelo cardeal norte-americano Raymond Leo Burke, patrono da Ordem de Malta, organização católica fundada durante as Cruzadas. “A liturgia foi deformada em favor da criatividade, mas a disciplina está estritamente ligada ao caráter salvador da doutrina”, salientou.

A Congregação para o Culto Divino, chefiada por Robert Sarah, é responsável por regulamentar tudo o que está relacionado à liturgia e aos sacramentos. Seu líder, nascido na Guiné, é tido como conservador dentro da Igreja. (ANSA)

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