Marwa é uma bebê de um ano que, “graças a Deus”, despertou do coma induzido em que se encontrava por causa de um vírus que a afetou gravemente. Os médicos queriam desligar os aparelhos que a mantinham com vida, algo a que seus pais sempre se opuseram.

Os médicos franceses disseram aos pais que o melhor era desligar os aparelhos, porque o vírus tinha lhe causado graves problemas cerebrais e nos órgãos vitais. Mas, eles se negaram, porque confiavam que Marwa sairia dessa situação.

A batalha de Bouchenafa Mohamed, pai da pequena Marwa, teve grande repercussão na França. Em meados de novembro, ele levou o caso ao tribunal administrativo de Marselha para evitar que os médicos do hospital de Timone desligassem os aparelhos de sua filha, que permanecia em coma induzido.

Os médicos alegavam que Marwa não podia seguir conectada por mais tempo ao respirador.

Os pais continuaram com sua luta, porque viam sinais esperançosos em Marwa: movia os olhos e reagia à voz de seu pai.

“Seu coração está batendo de novo, voltou a se mexer, enquanto estava completamente inerte, e reage ao som da minha voz”, assegurou o pai, quando pedia para “dar um tempo”.

Por fim, a Justiça deu razão aos pais. O Tribunal Administrativo mandou que o centro médico continuasse com o cuidado do bebê e a espera de evolução.

Em declarações , Mohamed assinalou que, “graças a Deus, ela despertou e está melhor do que nunca. Sorriu e nos reconheceu, os seus pais. Os médicos pensaram que não havia remédio para ela porque seu cérebro tinha sido afetado e a mantiveram com um respirador há dois meses”.

“Nós, como muçulmanos, simplesmente recusamos que a matassem e queremos que siga conectada aos aparelhos até que Deus decida o seu futuro”, explicou.

No Youtube, onde publicou um vídeo de sua filha, Mohamed escreveu que está muito feliz “por ter movido céus e terra para ver esse pequeno sorriso que me fazia tanta falta”.

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