SÃO LEÃO MAGNO – PAPA E DOUTOR DA IGREJA

(branco – ofício da memória)

Leão (Itália, 400-461) mereceu o título de Magno pela grandeza de sua obra e de seu magistério. Durante seu pontificado, fomentou o diálogo entre o Ocidente e o Oriente e convocou o Concílio de Calcedônia (451), que definiu a existência indivisa das naturezas humana e divina na pessoa de Cristo.

Primeira Leitura: Filêmon 7-20

Leitura da carta de são Paulo a Filêmon – Caríssimo, 7grande alegria e consolo tive por causa de tua caridade. Os corações dos santos foram reanimados por ti, irmão. 8Por esse motivo, se bem que tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te tua obrigação, 9prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade. Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 11Antes, ele era inútil para ti; agora, ele é valioso para ti e para mim. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho. 14Mas eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. 15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. 18Se em alguma coisa te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe em minha conta. 19Eu, Paulo, de meu punho o escrevo: eu o pagarei; para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida. 20Sim, irmão, deixa que eu te explore no Senhor. Conforta em Cristo meu coração. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 145(146)

Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

  1. O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; † ele dá alimento aos famintos, / é o Senhor quem liberta os cativos. – R.
  2. O Senhor abre os olhos aos cegos, / o Senhor faz erguer-se o caído, / o Senhor ama aquele que é justo. / É o Senhor quem protege o estrangeiro. – R.
  3. Quem ampara a viúva e o órfão, / mas confunde os caminhos dos maus. / O Senhor reinará para sempre! † Ó Sião, o teu Deus reinará / para sempre e por todos os séculos! – R.
Evangelho: Lucas 17,20-25

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o reino de Deus. Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘está ali’, porque o reino de Deus está entre vós”. 22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘ele está aqui’. Não deveis ir nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do homem no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os fariseus imaginavam que o Reino de Deus só chegaria quando todo o povo observasse a Lei em suas mínimas prescrições. Pedem a Jesus uma definição: quando iria chegar esse Reino? Jesus responde que a vinda do Reino não depende de cálculos ou grandes rumores. O Reino de Deus começou na pessoa e na prática de Jesus no meio de seus contemporâneos. O Reino se torna presente e visível sempre que as pessoas praticam a justiça, criando relações de fraternidade. O dia do Filho do Homem (Jesus) é o tempo após sua ressurreição, que será coroado com sua manifestação final. Então, quando ele vier na sua glória, o fato será evidente para todos. Entretanto, “primeiro ele deve sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. A paixão de Jesus será momento crucial e fundamental para o desenvolvimento do Reino.

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